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IPTV 4K em Portugal: quando compensa

Televisão grande com a Torre de Belém em grande detalhe, a mostrar o valor do 4K.

4K aparece em quase todos os anúncios de IPTV. A palavra só faz diferença se houver um ecrã, um aparelho, uma ligação e uma emissão que a aproveitem. Se faltar uma destas quatro peças, o 4K gasta mais e mostra o mesmo, ou pior.

O ecrã

Uma televisão 4K com 50 polegadas ou mais, vista a uma distância normal de sala, pode mostrar a diferença. Quanto mais longe se senta, menos se nota. Num telemóvel, num tablet ou numa televisão Full HD, o 4K não se vê: a imagem é reduzida à resolução do ecrã.

Uma regra prática: se a sua televisão tem menos de 50 polegadas, ou se se senta a mais de três metros, a diferença entre um bom Full HD e o 4K é pequena.

O aparelho

Nem todos os aparelhos reproduzem 4K. A Fire TV Stick HD fica pelo Full HD; a Fire TV Stick 4K e a 4K Max reproduzem 4K. As Smart TV 4K reproduzem, mas o leitor também tem de suportar, e a maioria das emissões 4K usa a compressão HEVC (H.265), que aparelhos antigos nem sempre descodificam bem.

Se ao abrir um canal 4K tem som mas ecrã preto, ou imagem aos soluços, é muitas vezes isto: o aparelho ou o leitor a ter dificuldade em descodificar. Trocar entre descodificação por hardware e por software, nas definições do leitor, às vezes resolve.

A ligação

O 4K precisa de bastante mais largura de banda do que o HD, e precisa dela de forma estável. Recomenda-se pelo menos 25 a 30 Mb/s só para esse ecrã, à hora a que vê. Para comparação, a Netflix recomenda 15 Mb/s para 4K, mas televisão em direto tolera menos as quebras do que um filme.

O consumo de dados também sobe: pelos valores da Netflix, até cerca de 7 GB por hora em 4K, contra até 3 GB em HD. Numa ligação móvel, isto pesa.

Em fóruns é comum ler «os canais UHD estão sempre a parar no Wi-Fi e os HD não». É exatamente o que se espera quando o Wi-Fi está no limite. Veja Que velocidade de internet chega para IPTV.

A emissão

Muitas emissões são produzidas em HD. Um canal com a etiqueta 4K pode ser uma emissão HD convertida para uma resolução maior, que ocupa mais dados sem trazer mais detalhe. A diferença só aparece quando a emissão original é realmente 4K.

Também o HDR, que dá cores mais ricas e mais contraste, depende da emissão, da televisão e do aparelho. Uma etiqueta HDR sem os três a cooperar não muda nada.

Quando o 4K compensa mesmo

  • Televisão 4K grande, vista de perto.
  • Aparelho que reproduz 4K e HEVC sem esforço.
  • Cabo de rede até à televisão, ou Wi-Fi muito bom.
  • Ligação com folga à hora a que vê, mesmo com o resto da casa ligado.
  • Emissões produzidas de origem em 4K.

Se não tem pelo menos as primeiras quatro, fique pelo HD ou Full HD.

Os problemas mais comuns com 4K

  • Para muito mais do que o HD. A rede não aguenta. Volte ao HD ou ligue por cabo.
  • Som sem imagem. Descodificação. Experimente a outra opção no leitor, ou um aparelho mais recente.
  • A imagem não parece melhor. A emissão não é 4K de origem, ou o ecrã é pequeno ou está longe.
  • A televisão diz que está em Full HD. Confirme o cabo HDMI e a porta: algumas portas e cabos antigos não passam 4K.

A nossa recomendação

Comece por HD ou Full HD estável. Uma imagem que não para é sempre melhor do que uma imagem mais nítida que para a cada minuto. Se tiver televisão 4K, aparelho compatível e ligação com folga, experimente o 4K durante o teste e compare os dois no mesmo canal.

Perguntas frequentes

Preciso de 4K para o futebol? Não. Um HD estável vê-se muito bem. Veja Desporto na televisão, com cautela.

O 4K gasta mais dados? Sim, mais do dobro do HD.

A minha televisão é 4K. Chega? Não chega sozinha. Faltam o aparelho, a ligação e a emissão.

Passo seguinte

Se ainda está a comparar, comece pelo teste ou veja os preços. A revista tem os restantes guias.

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